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No Rio, Viradouro emociona Sapucaí e ouve grito de campeã, ao lado da Beija-Flor

Portal BR230 by Portal BR230
17 de fevereiro de 2026
in Cultura
No Rio, Viradouro emociona Sapucaí e ouve grito de campeã, ao lado da Beija-Flor
 
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PARAIBAONLINE

A Viradouro emocionou a Sapucaí no segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro e, assim como a Beija-Flor, é forte candidata ao título do Carnaval 2026.

Com homenagem a Moacyr da Silva Pinto, o Ciça, 69, mestre da bateria da própria escola, e que também teve passagens pela Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha, a Viradouro reuniu mestres de bateria de outras agremiações em uma alegoria.

Selminha Sorriso e Claudinho, há 30 anos na Beija-Flor, desfilaram como destaque. A porta-bandeira e o mestre-sala estavam ao lado de Ciça, em 1992, na Estácio, quando a escola foi campeã.

O ponto alto da noite foi a recriação de uma ação inovadora do desfile de 2007 da Viradouro, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros, ao levar toda a bateria para cima de um carro. Ciça subiu a escadaria que levava ao topo da alegoria de mãos dadas com Juliana Paes, rainha de bateria entre 2004 e 2008 e que fez um retorno à agremiação para a homenagem.

“Eu acho que já posso morrer feliz”, disse Barros. O carnavalesco desfilou em um dos carros, chamado “Jogada de Mestre”, chorando e acenando ao público.

O carro que levou a bateria tinha um enorme coração na frente que, ao brilhar, mostrava a silhueta de uma caveira, apelido de Ciça. Ao final do desfile, foi realizada uma paradinha e os surdos da bateria simularam o batimento cardíaco. O público cantou os versos do enredo da escola: “Se for para morrer, que seja do samba”.

“Sou enredo no maior Carnaval do mundo. A emoção é triplicada, um momento único da minha vida”, afirmou Ciça.

Durante o desfile, ele participou da comissão de frente, no chão e em um tripé. Depois, trocou de roupa para conduzir a bateria.

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Outro destaque foi o abre-alas, com um leão que rugia, além de patas e cabeça móveis e uma coroa giratória. A alegoria, de 15 metros, simbolizava a Estácio de Sá.

Com 12 mil lâmpadas de LED, o carro representava a favela que virava tambores; nas janelas, telas mostravam sambistas como Dominguinhos do Estácio e Luiz Melodia.

Uma ala com 50 mulheres fantasiadas de Luma de Oliveira recriou a fantasia que a musa usou em 1998, na Tradição, com uma coleira com o nome do então marido, o empresário Eike Batista. No desfile deste ano, a coleira tinha o nome de Ciça. Luma assistiu o desfile em um camarote e exaltou a importãncia do mestre de bateria.

Já a Beija-Flor, atual campeã, homenageou o Bembé do Mercado, tradicional celebração afro-religiosa de Santo Amaro, na Bahia, reconhecida como o maior candomblé de rua do mundo.

Uma das alegorias da escola bateu em um viaduto antes de dobrar a Marquês de Sapucaí, sem causar danos graves. Outro carro desfilou parcialmente apagado.

A Beija-Flor apresentou alegorias e fantasias luxuosas, com alas compactas, organizadas e sem falhas de evolução.

A escola celebrou ritos de purificação a Oxalá e Obatalá, simbolizando paz e renovação; percorreu o Largo do Mercado sob a proteção de Xangô, destacando comércio e espiritualidade; exaltou artes e tradições negras do Recôncavo Baiano, como Nego Fugido, Maculelê, Capoeira e Caretas de Acupe; mostrou a rua transformada em terreiro por João de Obá, fundador da festa em 1889; apresentou o sincretismo entre religiões africanas e o catolicismo popular; e encerrou conectando Bahia e Sapucaí com oferendas a Iemanjá e Oxum.

Sem Neguinho da Beija-Flor, intérprete da escola de 1976 até o ano passado, Ninno e Jéssica Martin tiveram a missão de cantar o enredo. Ela é ex-passista e única mulher intérprete do Grupo Especial. A voz feminina potente dominou o samba.

Um dos destaques foi a comissão de frente, que apresentou um barco que se transformava em Mãe D’água, com um tripé que abusou do jogo de luzes. O desfile também marcou os 30 anos da dupla Selminha Sorriso e Claudinho na Beija-Flor.

A noite também foi de homenagem à rainha do rock brasileiro, Rita Lee, com a Mocidade. O desfile construiu um retrato artístico, sem seguir ordem cronológica.

Um imenso abre-alas entrou na pista com dez balões a 35 metros de altura, conduzidos manualmente por integrantes da escola. O carro mostrou a formação dos Mutantes, mergulhou na estética psicodélica dos anos 1960 e destacou a importância da Tropicália na transformação da música brasileira.

Em um dos carros, uma ovelha negra fumava um cigarro de maconha, relembrando a prisão de Rita Lee por suposto porte de drogas em 1976, durante a ditadura militar. Esculturas de soldados gigantes lembravam os militares e a censura.

A bateria protagonizou um dos momentos mais marcantes ao soltar mil balões em formato de coração na avenida. Os ritmistas vieram caracterizados como Eros, enquanto a rainha de bateria, Fabíola Andrade, representou Afrodite, e o mestre Dudu surgiu como Cupido.

Os figurinos simbolizavam a energia criadora associada à cantora. Balões também apareceram no abre-alas e na ala do circo, e 500 perucas vermelhas foram usadas para remeter aos icônicos cabelos de Rita.

Atendendo a um pedido da família da cantora, não foram usadas penas de animais nas fantasias, em respeito à militância pela causa animal. O cão Orelha, cujo caso comoveu o país após ser morto em Santa Catarina, foi lembrado em um dos tripés da agremiação. O samba-enredo, que mesclava letras de sucesso da artista, não chegou a empolgar o público.

Fechando a noite, a Unidos da Tijuca levou à Sapucaí o enredo “Carolina Maria de Jesus”, retratando a vida da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977), autora de “Quarto de Despejo”.

A escola atravessou a Sapucaí diante de um público reduzido em comparação com a Unidos do Viradouro, sua antecessora. Parte da plateia deixou a avenida no início do desfile.

O grande destaque da Tijuca foi o canto. Apesar dos versos melancólicos do samba, a apresentação foi sustentada pelos componentes e pelo intérprete Marquinhos Art’samba. Marcelo Adnet é um dos compositores da obra.

A agremiação tijucana apresentou boa evolução e a bateria teve execução consistente. As fantasias retrataram de forma expressiva a pobreza descrita e vivida por Carolina. No entanto, algumas alegorias apresentaram falhas no acabamento e iluminação parcialmente apagada.

A Tijuca narrou os anos em que Carolina tentava sobreviver, morando na favela do Canindé, em São Paulo, o sucesso como escritora e o apagamento conduzido por uma elite que não aceitou a presença dela em espaços tradicionalmente destinados a homens e mulheres brancos e ricos.

O amor da escritora por rosas também apareceu no desfile, em um sinal de esperança para as mulheres que lutam para sobreviver e também têm direito às belezas da vida.

Na noite desta terça (17), fechando os desfiles do Grupo Especial, desfilam Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro.

* BRUNA FANTTI, YURI EIRAS E CRISTINA CAMARGO (FOLHAPRESS)


 
 
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